Tabela de Notícias
   
2020

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Número de processos em andamento para adesão ao mercado livre cresceu 41% na comparação com o mesmo período de 2019

NÚMERO DE CONSUMIDORES DO MERCADO LIVRE SOBE 22,9% NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2020

O mercado livre fechou o primeiro semestre com 7.812 consumidores, uma alta de 22,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), esse resultado é reflexo principalmente do crescimento de 25% no número de consumidores especiais. O volume de consumidores livres também aumentou, cerca de 9%. Os cálculos já descontam os agentes desligados no período.

Com isso, a adesão mensal média foi de 143 novos consumidores, a maior média de migração desde 2016. Em 2019, a média foi 118 migrações por mês.

Apenas em junho, o número de processos em andamento para adesão ao mercado livre cresceu 41% na comparação com o mesmo período do ano passado. No mês, foram registrados 1.049 processos de migração, sendo a maior parte de consumidores especiais, com 796 novos pedidos em análise. Além dos consumidores, houve a adesão quatro novas comercializadoras e 17 usinas classificadas como produtores independentes de energia em junho.

Do total de consumidores que aderiram ao mercado livre em junho, 102 possuem carga de até 1 MW. Outros 22 possuem carga entre 1 MW e 1,99 MW e 11 adesões têm carga superior a 2 MW. O ramo de serviços foi o que registrou o maior percentual de adesões.

Ao final do mês, eram 23 os comercializadores varejistas habilitados para atuação. Outras 21 solicitações estão em análise.

2020

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Estimativa é de que a pandemia atinja R$ 16 bilhões em perdas de receitas e inadimplência do setor durante o segundo trimestre

AGÊNCIA PREVÊ PRESSÕES SOBRE O SETOR ELÉTRICO ATÉ 2021

A agência de classificação de risco Moody’s Investors Service aponta que as pressões de liquidez no setor elétrico regulado brasileiro estão crescendo até 2021. Em um relatório, a agência analisa que as concessionárias deverão sofrer com a menor geração de fluxo de caixa em 2020, à medida que o surto de coronavírus gerar desequilíbrios operacionais e econômicos, o que levará a maiores necessidades de refinanciamento nos próximos 12 a 18 meses.

“Estimamos que a pandemia atinja R$ 16 bilhões ao somar as perdas de receitas e inadimplência do setor durante o segundo trimestre, com apenas uma recuperação gradual no segundo semestre do ano. No entanto, ajuda governamental oportuna e apoio regulatório estão disponíveis para mitigar os riscos de liquidez e ajudar a sustentar a estabilidade financeira no setor”, aponta a agência em seu relatório.

Na análise da Moody’s, a geração operacional de caixa das concessionárias brasileiras cairá no segundo trimestre devido a um declínio acentuado na demanda, aos desafios de cobrança de contas e aos rígidos compromissos de compra de energia. Contudo, aponta que o setor deverá vivenciar uma melhora gradual no final do ano, à medida que as medidas de distanciamento social sejam reduzidas.

Ainda assim, continua, espera que a redução da demanda fique em mais de 5% quando comparado com o ano passado. E que sinais de melhoria no consumo serão mais visíveis a partir de 2021, ao passo que a economia comece a se recuperar. Além disso, admite taxas de inadimplência de 7%, índice que está bem acima da média histórica.

A Moody’s cita dados da CCEE que aponta reduções de consumo na casa de 10% a 20% em estados maiores desde o início de abril. No total, a estimativa é de que as perdas somaram R$ 4,1 bilhões de receita ao mês até o início de maio, ou o equivalente a 20% da receita média mensal na primeira metade de 2019, de acordo com o Ministério de Minas e Energia.

Por outro lado, aponta que a ajuda do governo e os subsídios regulatórios mitigarão o risco de liquidez e aumentarão a qualidade do crédito das empresas. Até agora, lembra a Moody’s, o governo e os órgãos reguladores aprovaram cerca de R$ 3,3 bilhões em apoio financeiro por meio da liberação de fundos e subsídios setoriais para consumidores de baixa renda. E que um suporte adicional será concedido após o decreto 10.350 que estabeleceu regras para novos empréstimos sindicalizados ao setor por meio da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a Conta-Covid.

Na avaliação da agência, embora algumas definições regulatórias ainda estejam pendentes, este é um desenvolvimento importante para iniciar um plano de ajuda financeira de R$ 15,4 bilhões que ajudará a garantir a estabilidade das empresas de distribuição e a mitigar o risco sistêmico.

Mas, ressalta que na falta de suporte financeiro, as necessidades de refinanciamento aumentarão até 2021, juntamente com uma maior alavancagem. “O colchão de liquidez que foi construído pelas concessionárias de energia elétrica até 30 de março seria consumida principalmente nos próximos 12 a 18 meses. As emissões de dívida de curto prazo estão ajudando, mas serão necessários fundos adicionais para combater o déficit, levando a necessidades de refinanciamento de cerca de R$ 20 bilhões em 2021”, calcula a Moody’s.

*Notícia extraída do site Canal Energia

2020

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Leilão deste ano terá empreendimentos de transmissão em seis estados

MINISTÉRIO DEFINE CRONOGRAMA DE LEILÕES DE LTS E CERTAME DESSE ANO VAI MOVIMENTAR R$ 6,1 BI

O Ministro Bento Albuquerque assinou a portaria que estabelece novo cronograma de Licitações para a Concessão de Serviço Público para Transmissão, que serão nos anos de 2020, 2021 e 2022. Os leilões foram postergados desde o início da pandemia, em decorrência dos efeitos e incertezas devido ao estado de emergência em saúde pública causado pela Covid-19. O certame deste ano terá empreendimentos de transmissão nos estados do Rio Grande do Sul, Ceará, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Goiás e São Paulo.

Ao mesmo tempo, o MME pediu das distribuidoras manifestação quanto ao interesse na manutenção das instalações de transmissão previstas para licitação em 2020 e que iriam se integrar aos seus respectivos sistemas de distribuição. Como resultado dessa análise integrada, estima-se que cerca de R$ 4,3 bilhões em investimento no sistema de transmissão, inicialmente indicados para licitação nesse ano, sejam adiados para participar de leilões futuros, previstos para 2021 e 2022. Assim, o investimento a ser concedido em 2020 passou de R$ 10,4 bilhões para R$ 6,1 bilhões.

2020

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Com a mudança, a avaliação inicial seria adiada de 2021 para 2022. Agência não vê problema na extensão do prazo

ANEEL PODE ADIAR AVALIAÇÃO SOBRE GOVERNANÇA DE DISTRIBUIDORAS

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica vai abrir consulta pública de revisão da Resolução Normativa 787/2017, para discutir, entre outros ajustes, o adiamento por um ano da realização da primeira avaliação da qualidade dos sistemas de governança corporativa das distribuidoras. O pedido foi feito pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, que solicitou mais tempo para a adaptação dos sistemas e práticas internas pelas empresas.

Com a mudança, a avaliação inicial seria adiada de 2021 para 2022. A agência não vê problema na extensão do prazo.

O compromisso de manutenção pelas distribuidoras de níveis de governança e transparência alinhados às melhores práticas está estabelecido no contrato de concessão das empresas. O contrato também estabelece que na regulação do tema a agência tem que levar em conta os parâmetros mais avançados utilizados dentro e fora do Brasil, tanto no mercado de capitais quanto por órgãos reguladores e outras instituições, observando, entre outros aspectos, “o lapso temporal para adequação às obrigações regulatórias”. As contribuições serão recebidas entre 14 de agosto e 28 de setembro pelo e-mail: cp048_2020@aneel.gov.br.

Notícia extraída do site Canal Energia

2020

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Contrato sela acordo de R$ 14,8 bilhões, que serão pagos em cinco anos

ANEEL VOTA HOJE CONTRATOS DA CONTA COVID

A Agência Nacional de Energia Elétrica colocou os contratos para a contratação da conta covid na pauta da reunião de diretoria hoje, 21 de julho. A autarquia recebeu na semana passada, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, as minutas de contrato que selarão o acordo de R$ 14,8 bilhões, que serão pagos em cinco anos.

No início da semana passada, o presidente do conselho de administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, Rui Altieri Silva, disse considerar este um prazo desafiador, o de liberar os recursos para as distribuidoras ainda em julho. No entanto, mostrou-se confiante com esse processo que estava na parte de finalização das minutas de contratos com os bancos.

Segundo o cronograma apontado pelo executivo, os passos seguintes envolveram a análise desses acordos internamente, sugerindo alterações e depois esses documentos foram enviados à Agência Nacional de Energia Elétrica que analisaria ainda a modelagem econômico financeira, o custo total da operação, se está tudo de acordo com a resolução da autarquia, o que deverá ocorrer na próxima reunião caso seja aprovado ou não haja pedido de vistas, como ocorreu antes da aprovação da conta covid.

2020

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Segmento têxtil (-32%) foi o que apresentou as maiores reduções na comparação anual

CONSUMO DE ENERGIA CAI 4,6% EM JUNHO E MOSTRA RETOMADA MAIS LENTA

O consumo de energia no Brasil apresentou diminuição média de 4,6% em junho, na comparação com o mesmo mês no ano passado. Os dados confirmam o início de uma tendência de retomada na demanda de forma lenta. Foram consumidos 56.910 MW médios em junho de 2020 contra 59.645 MW médios em igual mês de 2019. O resultado é reflexo da flexibilização das medidas de isolamento social em algumas das principais cidades do país.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) informou que tanto o mercado regulado como o livre apresentaram o mesmo percentual de queda (- 4,6%) em junho.

Em maio, por exemplo, houve redução de 10,9% no consumo nacional de energia, sendo uma queda de 11,4% no Ambiente de Contratação Regulado (ACR) e de 9,7% no Ambiente de Contratação Livre (ACL). Em abril, mês em que houve a maior queda, devido às medidas de combate ao novo coronavírus, a retração chegou a 12,1% no total, com diminuição de 11,5% no mercado regulado e de 13,6% no livre.

Quando se compara a média de consumo de todo o período de isolamento (21/03 a 30/06) com a média dos 20 dias imediatamente anteriores às medidas restritivas (01/03 a 20/03), a redução é de 14,6%, o que corresponde a uma diminuição de 14,1% no ACR e de 15,7% no ACL.

Com relação à demanda de energia por ramo de atividade, o resultado de junho permanece menor do que o mesmo período do ano passado, mas os percentuais refletem a tendência de desaceleração da trajetória de queda.

O segmento têxtil (-32%), a indústria automotiva (-29%) e o setor de serviços (-29%) foram os que apresentaram as maiores reduções na comparação anual. Outros quatro setores mostram aumento da demanda na comparação anual.

A CCEE analisou ainda o desempenho do consumo de energia elétrica dos estados no período, comparando a média de todo o período de isolamento (21 de março a 30 de junho), na comparação com os mesmos dias de 2019. O levantamento indica que o Rio de Janeiro foi o estado que apresentou maior queda, de 15%, seguido pelo Espírito Santo, com -13%.

 

2020

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Se essa previsão se confirmar, será a quarta queda seguida no ano

ONS PREVÊ UMA CARGA 5,4% MENOR EM JUNHO

A carga no mês de junho no Sistema Interligado Nacional deverá recuar em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico, a estimativa é de uma retração de 5,4%, para 60.285 MW médios. O fator principal é que junho é o terceiro mês consecutivo em que o país enfrenta os efeitos da pandemia causada pelo novo coronavírus

Se essa previsão se confirmar, será a quarta queda seguida no ano, sequência iniciada em março, quando o país começou a sentir os efeitos na segunda quinzena daquele mês que teve carga 0,6% menor. Já em abril, o indicador recuou 11,6% e em maio a previsão está na casa de 10% de redução na comparação com os mesmos meses de 2019.

A previsão apresentada na reunião do Programa Mensal de Operação é de uma queda de 7,5% no maior submercado do país, o Sudeste/Centro-Oeste. No Norte está a segunda maior redução com 4,3%, seguida pelo Nordeste com 2,4% e no Sul com 1,8%.

 

2020

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Custo nivelado de energia continua caindo para a energia eólica e solar

RENOVÁVEIS PODEM IMPULSIONAR RECUPERAÇÃO PÓS PANDEMIA

Enquanto a pandemia de covid-19 atinge o setor de combustíveis fósseis, um novo relatório mostra que a energia renovável tem ficado mais econômica do que nunca. E assim, oferece uma oportunidade de recuperação econômica ao mesmo tempo em que aproxima o mundo do cumprimento dos objetivos firmados no Acordo de Paris.

O relatório Tendências Globais no Investimento em Energia Renovável 2020 (disponível em inglês) do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), do Centro de Colaboração da Escola de Frankfurt da BloombergNEF (BNEF) analisa as tendências de investimento e os compromissos assumidos para a expansão de energia limpa por países e corporações para a próxima década.

A publicação identificou compromissos equivalentes à expansão em 826 GW de nova capacidade de energia renovável não-hidrelétrica e a um investimento provável de cerca de US$ 1 trilhão, até 2030. O caminho para limitar o aumento da temperatura global a menos de 2 graus Celsius, que é o principal objetivo do Acordo de Paris,  exigiria a adição de cerca de 3.000 GW até 2030, a quantidade exata dependendo do mix de tecnologia escolhido. Os investimentos planejados também ficam muito abaixo dos US$ 2,7 trilhões comprometidos com energias renováveis ​​durante a última década.

No entanto, o relatório mostra que o custo da instalação de energia renovável atingiu novos mínimos, o que significa que investimentos futuros fornecerão muito mais capacidade. A capacidade de energia renovável, excluindo grandes barragens hidrelétricas de mais de 50 MW, cresceu 184 GW em 2019. Essa adição anual é 12% mais elevada do que a nova capacidade encomendada em 2018. Em dólares, o investimento foi apenas 1% superior ao ano anterior, em US$ 282,2 bilhões.

O custo nivelado de energia continua caindo para a energia eólica e solar, graças às melhorias tecnológicas, economias de escala e concorrência acirrada nos leilões. Os custos de eletricidade de novas usinas de energia solar fotovoltaica no segundo semestre de 2019 foram 83% menores que na década anterior.

As fontes renováveis vem suplantando a participação dominante dos combustíveis fósseis na geração de eletricidade na última década. O relatório aponta que 78% da capacidade de geração adicionado globalmente em 2019 foi em energia eólica, solar, biomassa e resíduos, geotérmica e pequenas hidrelétricas. O investimento em energias renováveis, excluindo as grandes hidrelétricas, foi mais de três vezes o das novas usinas de combustíveis fósseis.

No ano passado a publicação aponta como destaques: as maiores adições de capacidade de energia solar em um ano, 118 GW. E ainda, o maior investimento em energia eólica offshore em um ano, US$ 29,9 bilhões, um aumento de 19% em relação ao ano anterior. O maior volume de contratos corporativos de compra de energia renovável, com 19,5 GW em todo o mundo. A maior capacidade atribuída em leilões de energia renovável, em 78,5 GW em todo o mundo.

O maior investimento em energias renováveis ​​já realizado em economias em desenvolvimento que não a China e a Índia, em US$ 59,5 bilhões.

O investimento em 2019 elevou a participação de fontes renováveis, excluindo as grandes hidrelétricas, na geração global para 13,4%, ante 12,4% em 2018 e 5,9% em 2009. Esses números, apontam as entidades, equivale a não-emissão estimada de 2,1 gigatoneladas de dióxido de carbono, uma economia substancial, dadas as emissões globais do setor de energia de aproximadamente 13,5 gigatoneladas em 2019.

*Notícia extraída do site Canal Energia

2020

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No segmento habitação, a maior contribuição negativa veio da energia elétrica, que recuou 0,58%

ENERGIA ELÉTRICA CONTRIBUI PARA A DEFLAÇÃO DE MAIO

O Brasil teve deflação de 0,38% em maio, após o recuo de 0,31% em abril. É o segundo mês consecutivo de queda nos preços e o menor índice desde agosto de 1998, quando ficou em -0,51%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE. No acumulado do ano, o índice registrou queda de 0,16%. A meta de inflação é de 4% para 2020, com tolerância de desvio de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Segundo o IBGE, o maior impacto negativo do índice nesse mês veio do grupo Transportes (-1,9%), puxado principalmente pela queda no preço dos combustíveis (-4,56%). 

Outros grupos também tiveram deflação. No segmento habitação, a maior contribuição negativa veio da energia elétrica, que recuou 0,58%. Em maio, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que irá manter a bandeira tarifária verde, sem cobrança adicional na conta de luz, até o fim do ano. 

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EMPRESAS DO SETOR ELÉTRICO DOAM R$ 12 MILHÕES PARA PRODUÇÃO E COMPRA DE TESTES DA COVID

Empresas de todos os segmentos do setor elétrico, como geração, transmissão, distribuição e comercialização de eletricidade se uniram em uma campanha liderada pelo Instituto Acende Brasil, viabilizando o direcionamento de R$ 12,1 milhões para o fundo emergencial da Fiocruz em apoio à produção e aquisição de kits de testes diagnósticos para a Covid-19. Contribuíram com a arrecadação dos recursos as companhias Brookfield Energia Renovável, Comerc, Enel, Energisa, Engie, Isa Cteep, Light, Neoenergia e Statkraft.

2020

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Limp disse que tudo está caminhando para haver um único leilão em 2020 no fim do ano

MME APOSTA EM LTS, MAS LEILÃO DE GERAÇÃO DEVE FICAR PARA 2021

O governo pretende realizar um leilão de transmissão no fim do ano, incluindo projetos que entrariam nos leilões de junho e de dezembro, mas ainda não decidiu o que será feito com os leilões de geração que estavam programados para 2020. O Ministério de Minas e Energia avalia, pelo cenário de redução de carga, a possibilidade de postergação por um período um pouco maior dos certames, informou o secretário de Energia Elétrica, Rodrigo Limp.

No início do ano, havia uma expectativa de crescimento da carga em 4%. Ela foi revista, e agora é esperada uma redução de 3%. Para o secretário, há uma relativa folga para contratar com um pouco mais de tranquilidade, mas a projeção é de que mesmo com a redução de 2020, haja uma rápida e forte recuperação do consumo em 2021, superior a 4%.

Um das primeiras medidas anunciadas pelo MME, após a decretação do estado de calamidade pública em março, foi a suspensão dos leilões de geração e de transmissão previstos para este ano. A agenda de hoje da secretária executiva do MME, Marisete Pereira, incluiu reunião preparatória para os leilões de energia existente A-1 e A-2 de 2020. Esse tipo de certame acontece sempre no fim do ano, mas não há garantias de que eles serão feitos, já que um dos grandes problemas das distribuidoras no momento é a sobrecontratação.

Com a sinalização de que o governo não desistiu do leilão de transmissão, a Agência Nacional de Energia Elétrica retomou a consulta pública com a proposta de edital do certame. A lista de empreendimentos a serem leiloados passou por ajustes e é maior que a de junho. Com a decisão, a Aneel pretende adiantar todas as etapas do processo, que ainda terá de ser analisado pelo Tribunal de Contas da União.

Para Rodrigo Limp, o adiamento dos certames foi uma decisão acertada, que permitiu ao investidor maior clareza em relação ao cenário da pandemia e ao próprio ministério reavaliar a questão da demanda, tanto para os leilões de geração quanto para os de transmissão. Ele lembrou que em momentos de crise o custo do capital fica mais caro, e fazer um leilão de transmissão em junho, no auge da crise, traria maiores custos de captação e uma tarifa mais elevada para o consumidor.

“Estamos caminhando para fazer um único leilão para 2020 no fim do ano, e agora o que estamos fazendo é avaliar entre aqueles empreendimentos previstos quais deixariam de ser necessários ou poderiam ser postergados ainda mais por causa da redução de mercado. De fato, temos alguns em que já identificamos essa possibilidade. É uma pequena parcela deles, mas poderão ser postergados, o que é benéfico para o consumidor, para que a gente possa licitar somente o que for necessário”, disse Limp, durante evento da Câmara de Comércio França Brasil. Ainda assim, o governo espera fazer um leilão de transmissão de grande porte, com investimentos da ordem de R$ 10 bilhões.

No caso da geração, a dinâmica é diferente, porque a contratação está atrelada à demanda das distribuidoras. O governo avalia com as empresas e internamente a necessidade de contratar energia esse ano.

*Notícia extraída do site Canal Energia

2020

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Previsão de vazões aumentou quando comparado ao documento da semana passada. No Sul está o valor mais elevado com 110% da MLT

PREVISÃO DE CARGA ACELERA EM AGOSTO

A projeção de carga para o mês de agosto está em crescimento. Segundo a estimativa divulgada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico, o país poderá ver uma expansão de 2,1% comparada ao mesmo período do ano passado. Os dados constam da terceira revisão semanal do Programa Mensal de Operação. O crescimento estimado para o Norte é o mais elevado com 5,2%, a seguir vem o maior submercado, o Sudeste/Centro Oeste com 2,6% seguidos pelo Sul e Nordeste com 0,3% de elevação.

Já a previsão de vazões aumentou quando comparado ao documento da semana passada. No SE/CO é esperada energia natural afluente de 86% da média de longo termo (MLT). No Sul está o valor mais elevado com 110% da MLT. No NE é esperado índice de 73% da média e no Norte um indicador parecido, com 70%.

O nível de reservatórios à exceção do Sul segue o sentido de redução. São esperados 42,7% no SE/CO, 62,5% no Sul, 73,9% no NE e 69,5% no Norte.

Com isso, o custo marginal de operação médio para esta semana recuou 60% em quase todo o país quando comparado à semana operativa que se encerra nesta sexta-feira, 21 de agosto. A partir de sábado o valor passou a ser de R$ 54,81/MWh no SE/CO, Sul e Norte. Por sua vez no NE está descolado dos demais submercados e foi fixado em R$ 50,86/MWh.

Na previsão de despacho térmico o volume indicado é de 4.530 MW médios, sendo que o menor volume é de 2 MW médios por ordem de mérito. O maior volume está na rubrica inflexibilidade com 4.191 MW médios e ainda há 337 MW médios.

2020

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Desde o início do ano as vazões estão bem abaixo da média histórica na região sul

REGIÃO SUL DO PAÍS VIVE PIOR HISTÓRICO DE VAZÕES EM 90 ANOS

As afluências no submercado Sul estão em seu pior nível no histórico de 90 anos. Desde o início do ano as vazões estão bem abaixo da média histórica na região. De acordo com os dados do Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS), a estimativa para maio é de que encerre com nível de energia natural afluente equivalente a 13% da média de longo termo, ou pouco mais de 1 mil MW médios. E a perspectiva está um pouco melhor para o próximo trimestre na região.

Meteorologistas acreditam que o período úmido de 2020 esteve mais influenciado pelas ocorrências do oceano Atlântico do que o Pacífico. Assim, o cenário acabou sendo mais positivo para os submercados Nordeste e Sudeste, principalmente na bacia do rio Grande, decorrente das chuvas concentradas em Minas Gerais.

Apesar de não ser verificado nenhum bloqueio atmosférico no sul, as frentes frias foram poucas, o que levou ao não registro de vazões significativas na região. Segundo meteorologistas, em 2021, há probabilidade maior de El Niño, mas é mais provávelo ficar na neutralidade assim como esse ano e o Atlântico mais importante do que o Pacífico para o país.

2021

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FUNDAÇÃO COGE REALIZA CURSOS PREVISTOS NAS NORMAS REGULAMENTADORAS E RECEBE AVALIAÇÃO MUITO POSITIVA DOS PARTICIPANTES

A Fundação COGE, em parceria com a Usina Elétrica Corumbá, realizou três cursos previstos nas Normas Regulamentadoras: curso básico da NR-10 -Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, curso de reciclagem da NR-10 e curso de formação para membros da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA). Devido à pandemia, os cursos foram à distância.

O gerente de segurança e saúde do trabalho, Luiz Carlos Miranda, ministrou os cursos neste mês de abril. Três turmas foram concluídas com excelente aproveitamento e com avaliação muito positiva sobre o conteúdo e dinâmica utilizados. Cerca de 80% dos participantes classificaram os cursos como excelentes.

A gerente de Recursos Humanos da Corumbá Concessões SA., Juliana Siqueira de Figueiredo, classificou como prazerosa a maneira de tratar as formações em SST com a Fundação COGE pela seriedade e profundo conhecimento nos temas especialmente voltados para o setor elétrico. “Além de um formato pedagógico irretocável capaz de sensibilizar os trabalhadores para assumirem ações que maximizem as Normas Regulamentadores, todo o atendimento para contratação do treinamento, bem como as tratativas após a formação são muito bem conduzidas pela equipe de suporte da instituição”, ressaltou.

2020

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Valor acertado é de R$ 3,9 bilhões

BNDES VAI PARTICIPAR EM ATÉ 25% DOS EMPRÉSTIMOS EMERGENCIAIS PARA SOCORRER AS DISTRIBUIDORAS

Para evitar o colapso da atividade, o BNDES anunciou que pretende participar em até 25% dos empréstimos emergenciais, necessários para socorrer as distribuidoras de energia elétrica, atingidas, também, pelo efeitos da pandemia do coronavírus.

Como a ideia do BNDES é viabilizar a operação, por meio da constituição de um pool de bancos (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander), esse percentual poderá ser reduzido.

Até o momento, ficou acertado que o BNDES participaria com R$ 3,9 bilhões, uma vez que o teto de financiamento foi fixado em R$ 15,5 bilhões.

2020

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No Sudeste, a expectativa é que a carga tenha queda de 11,5%

ONS ACREDITA QUE CARGA NO SIN DEVE RECUAR 10,2%

O Programa Mensal da Operação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indica que a previsão da carga para maio deverá refletir as medidas de isolamento social e confinamento obrigatório que vem sendo impostas à sociedade. O boletim abrange a semana operativa de 16 a maio a 22 de maio. No Sistema Interligado Nacional, a expectativa é que ela registre uma redução de 10,2%, com baixas em todas as regiões. No Sudeste, a expectativa é que ela tenha queda de 11,5%. O menor recuo de carga deve acontecer no Sul, com redução de 6,3%. No Norte, a queda deve ser de 7,3%. 

A próxima semana operativa deverá ter recessão nas afluências dos subsistemas Sudeste, Nordeste e Norte e ascensão nas afluências do subsistema Sul. A energia natural afluente do Sudeste nessa semana chega a 29.511 MW med com 74% de média de longo termo. No submercado Nordeste, a ENA prevista é de 4.669 MW med e 67% de MLT. No Norte, a ENA deve chegar a 23.323 MW med, com 114% da MLT. O Sul chega a 1.138 MW med e ENA  e 13% de MLT.

Para maio, a previsão é que no Sudeste/ Centro-Oeste a energia armazenada fique em 31.161 MW med e 78% da MLT. No Nordeste, a ENA de maio deve ficar em 5.593 MW e MLT de 79%. Na região Norte, a previsão é de 24.109 MW e 79% da MLT, enquanto no Sul serão 1.167 MW med e 14% da MLT. A média semanal do Custo Marginal de Operação fica em R$ 80,13/ MW nos submercados Sudeste e Sul, enquanto  nos submercados Norte e Nordeste ele fica zerado.

*Notícia extraída do site Canal Energia

2020

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Para esse mês, apenas o Norte do país deve ter fluxos de afluências superiores aos da média de 118%

PLD AUMENTA 10% NOS SUBMERCADOS SUDESTE E SUL

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) para a segunda semana de junho subiu 10% nos submercados Sudeste e Sul, passando de R$ 104,09/MWh para R$ 114,92/MWh. No Nordeste e Norte, o valor manteve-se no mínimo regulatório de R$ 39,68/MWh. A informação é da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE. O resultado foi atribuido à piora do armazenamento na região Sudeste/Centro-Oeste, aliada com a expectativa de manutenção da redução das afluências e aumento na carga do subsistema.

Para junho são previstas afluências em torno de 76% da Média de Longo Termo (MLT) para o sistema, com apenas o Norte do país aguardando fluxos superiores às da média de 118%. Já na região Sudeste a expectativa está em torno de 76% da MLT, 29% no Sul e 81% no Nordeste. A perspectiva para a próxima semana aponta para uma carga de 658 MW médios mais altos ao Sistema Interligado Nacional (SIN), com elevação somente no submercado SE/CO.

Por sua vez os níveis dos reservatórios ficaram cerca de 1.927 MW/médios abaixo do esperado, com variação negativa de 2.043 MW médios e 126 MW/médios no Sudeste e Norte, respectivamente. A maior capacidade veio através de 139 MW/médios no Sul e 103 MW/médios no Nordeste.

O fator de ajuste do MRE estimado para o mês passou de 72,3% para 73,5%, e o Encargo de Serviços do Sistema (ESS) está em R$ 14,2 milhões, sendo R$ 10,4 milhões devido a restrições operativas, R$ 1,3 milhões por segurança energética e R$ 2,5 milhões a Unit Commitment.

 

*Notícia extraída do site Canal Energia

2020

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Maia disse que Brasil tem outras prioridades este ano em relação à privatização da Eletrobras

MAIA CONSIDERA DIFÍCIL PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS ESTE ANO

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acreditaque será difícil privatizar a Eletrobras este ano. Na live “Brasil em Reforma”, promovida pelo banco Santander, o deputado admitiu que desde o ano passado a aprovação do Projeto de Lei que permite a venda da estatal elétrica vem sendo tentada no parlamento, mas que há resistências no Senado e na Câmara. “Não acredito que a gente consiga consenso entre Câmara e Senado para votar Eletrobras esse ano”, disse.

Segundo Maia, é preciso definir quais são as prioridades em um tempo curto, uma vez que nos próximos meses virão as eleições e ainda haverá a discussão sobre temas como a prorrogação do auxílio emergencial, teto de gastos e a reforma administrativa. Maia pediu foco no teto de gastos e na reforma tributária. De acordo com o presidente da Câmara, várias discussões ao mesmo tempo podem acabar inviabilizando as suas aprovações. “Não acho que privatizar a Eletrobras este ano ou no ano que vai fazer muita diferença. Não tratar da regulamentação do teto de gastos e da reforma administrativa vai gerar um impacto muito maior”, destacou.

2020

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Fontes hidrelétricas ampliaram em 10% a sua geração diante do mesmo período de 2019

GERAÇÃO DE ENERGIA CRESCE EM JULHO E DÁ SINAIS DE RECUPERAÇÃO

A geração de energia em julho no Brasil registrou crescimento na comparação anual pela primeira vez desde novembro do ano passado. Embora a alta não seja significativa, pode ser considerada como parte dos sinais de um início de retomada da economia. De acordo com os dados preliminares do boletim InfoMercado Quinzenal divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, a produção de eletricidade no país aumentou 0,3% no mês, chegando a 61.708 MW médios.

As fontes hidrelétricas ampliaram em 10% a sua geração frente ao mesmo período de 2019 e foram responsáveis por 44.217 MW médios. O desempenho é resultado da retomada das atividades em várias cidades do país, com a flexibilização das medidas de distanciamento social impostas pela pandemia de COVID-19.

Eólicas e fotovoltaicas também registraram elevação. No caso da energia dos ventos, a produção cresceu 10,5% em julho, para 7.809 MW médios, devido à sazonalidade. A fonte solar avançou 34,3%, para 717 MW médios, puxada pelo aumento da base instalada.

A geração termelétrica verificou queda de 34,8% na geração, que recuou para 8.964 MW médios. No entanto, vale ressaltar o resultado positivo das usinas à biomassa, que tiveram alta de 3,5%, passando de 4.332 MW médios para 4.485 MW médios.

 

 

2021

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Hidrelétricas são responsáveis por cerca de 90% da energia gerada no Brasil

DIA MUNDIAL DA ÁGUA TRAZ ALERTA SOBRE DESPERDÍCIO, CONTAMINAÇÃO DE MANANCIAIS E FALTA DE ACESSO POR PARTE DA POPULAÇÃO MUNDIAL

Hoje, dia 22 de março, é comemorado o Dia Mundial da Água. Criada em 1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data busca ampliar a discussão da importância da água para a sobrevivência do planeta e sua consequente preservação. A ONU também estabeleceu, no dia 22 de março de 1992, a Declaração Universal dos Direitos da Água. O documento apresenta uma série de medidas para a preservação deste recurso hídrico já que a organização sempre ressaltou a importância desse recurso natural e pontuou como muito preocupante o seu desperdício, a contaminação de mananciais e a falta de acesso à água potável por grande parte da população mundial.

Um outro fator crucial que depende da água é a geração de energia elétrica através das hidrelétricas, responsáveis por cerca de 90% da energia gerada no Brasil. Os rios são essenciais na geração de energia, através da construção de usinas hidrelétricas em determinados trechos de seu curso.

A produção de energia elétrica a partir de usinas hidrelétricas no Brasil começa na metade do século XX. Em 1889, em Juiz de Fora, Minas Gerais, foi construída a primeira hidrelétrica brasileira, a Usina de Marmelos.

Segundo dados da Agência Nacional de Águas, no ano de 2018, o Brasil tinha 221 Usinas Hidrelétricas (UHE), 430 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e 688 Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), totalizando 1.339 empreendimentos hidrelétricos em funcionamento. Dados deste mesmo ano mostram que a capacidade de produção de energia elétrica instalada no país teve um acréscimo total ao sistema de 3.798,75 MW vindos da geração hidrelétrica.

O Brasil conta com 12% da água doce do planeta e é o país mais rico neste recurso natural. Por isso, o Dia Mundial da Água é emblemático para que o país fortaleça o compromisso com o seu uso sustentável e com a gestão dos recursos hídricos. 

2020

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Estimativa da Agência Internacional de Energia é de US$ 400 bilhões a menos comparado ao aportado no ano de 2019

ESTUDO APONTA QUEDA HISTÓRICA EM INVESTIMENTOS EM ENERGIA

A pandemia de covid-19 promoveu a maior queda nos investimentos em energia da história, uma reversão das expectativas de crescimento em todos os grandes setores, desde os combustíveis fósseis às renováveis e eficiência energética. Essa queda sem precedentes está surpreendendo em sua escala e rapidez com sérias implicações potenciais para a segurança energética e a transição para energia limpa.

Essas são algumas das conclusões de um relatório que a Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou. A publicação aponta que no início deste ano os aportes globais estavam no caminho para um crescimento de 2%, o que representaria a maior expansão anual em seis anos.

Contudo, a crise sanitária proporcionou a paralisação da economia mundial por meses e o investimento global em energia é estimado em uma queda de 20%, ou quase US$ 400 bilhões a menos, comparado ao aplicado no ano passado. Esse comportamento, lembra o diretor executivo da entidade, Fatih Birol, em comunicado, significa a perda de empregos e oportunidades de crescimento econômico, bem como de suprimento de energia que será necessária assim que a economia se recuperar. E ainda, que essa desaceleração coloca em risco a transição energética que torna os sistemas mais resilientes e sustentáveis.

Uma combinação de queda na demanda, preços mais baixos e aumento nos casos de inadimplência significa que as receitas destinadas a governos e à indústria devem cair bem mais de US$ 1 trilhão em 2020, segundo o relatório. O petróleo é responsável por grande parte desse declínio, pois, pela primeira vez, os gastos globais do consumidor com petróleo devem cair abaixo do valor gasto em eletricidade.

Os gastos do setor de energia estão a caminho de diminuir em 10% em 2020, com sinais classificados como preocupantes para o desenvolvimento de sistemas de energia mais seguros e sustentáveis. No relatório, a agência alerta que o investimento em energias renováveis foi mais resiliente durante a crise do que os combustíveis fósseis, mas os gastos em instalações solares na modalidade geração distribuída foram afetados e que as decisões finais de investimento no primeiro trimestre de 2020 para novos projetos eólicos e solares em grande  voltaram ao níveis de três anos atrás.

No segmento de petróleo, a previsão é de que o investimento global caia quase um terço em 2020. A indústria de xisto que estava sob pressão, deverá reduzir o investimento em 50% em 2020 Ao mesmo tempo, muitas empresas nacionais do segmento estão enfrentando a falta de financiamento. E ressalta que se o investimento permanecer nos níveis de 2020 o mundo chegaria a uma redução do nível de suprimento que anteriormente era esperado apenas em 2025, ou algo em quase 9 milhões de barris por dia.

O investimento em eficiência energética deve cair entre 10 e 15%, à medida que as atividades de vendas e construção de veículos enfraquecem e os gastos com eletrodomésticos e equipamentos mais eficientes são reduzidos. Já a parcela geral dos gastos com energia que vão para tecnologias de energia limpa – incluindo fontes renováveis, eficiência, captura, utilização e armazenamento de carbono e nuclear – ficou em torno de um terço nos últimos anos. Em 2020, ele saltará para 40%, mas apenas porque os combustíveis fósseis estão sofrendo um impacto tão forte. Em termos absolutos, acrescenta a AIE, ele permanece muito abaixo dos níveis que seriam necessários para acelerar as transições de energia.

O cenário indica que empresas com balanço mais volátil e perspectivas de demanda mais incertas estão cortando os investimentos, enquanto os projetos também estão sendo dificultados por bloqueios e interrupções nas cadeias de suprimentos.

No longo prazo, avalia a entidade, um legado pós-crise de maior endividamento apresentará riscos duradouros ao investimento. Isso pode ser particularmente prejudicial para as perspectivas em alguns países em desenvolvimento, onde as opções de financiamento e o leque de investidores podem ser mais limitados. Uma nova análise no relatório deste ano destaca que as empresas estatais respondem por mais da metade dos investimentos em energia nas economias em desenvolvimento.

A avaliação das tendências até o momento tem como base os últimos dados e anúncios de investimentos disponíveis por governos e empresas em meados de maio, acompanhando o progresso de projetos individuais, entrevistas com pessoas chave no processo de expansão como investidores e líderes do setor, bem como, análise mais recente da AIE. “As estimativas para 2020 quantificam as possíveis implicações para os gastos do ano inteiro, com base em suposições sobre a duração dos bloqueios e o formato da eventual recuperação”, aponta.

*Notícia extraída do site Canal Energia

2020

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