Histórico

Uma das características marcantes do Setor Energético Brasileiro sempre foi a alta qualificação do seu pessoal técnico.

O sucesso alcançado nessa área se deveu, em grande parte, às iniciativas individuais das empresas e às ações coletivas, então coordenadas pela ELETROBRÁS, cumprindo o estabelecido na sua Lei de criação e no seu Estatuto Social.

Esse projeto capacitou e desenvolveu milhares de empregados, anualmente, contribuindo de forma capital para a evolução desse importante segmento econômico e tecnológico do País.

Nos últimos anos, a realidade se transformou significativamente, com as novas exigências regulatórias, com as privatizações e com as novas políticas e práticas trabalhistas, tornando inviável o modelo anterior.

Como consequência, a ELETROBRÁS passou a concentrar seus esforços na preparação de pessoal próprio e das empresas que constituem o seu sistema, deixando a cargo das demais empresas suas próprias ações de capacitação e desenvolvimento de pessoal.

Paralelamente, foram extintos o Comitê de Gestão Empresarial - COGE e o Grupo de Intercâmbio e Difusão e Informações Sobre Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho - GRIDIS, instituições criadas através de Portarias do Ministério de Minas e Energia e que tratavam de temas de interesse do setor elétrico brasileiro nas áreas de gestão empresarial e segurança do trabalho, cujas secretarias executivas funcionavam como órgãos da ELETROBRÁS.

Assim, em 1998, 26 empresas resolveram constituir a Fundação COGE para ocupar os espaços gerados pelas restrições de atuação da ELETROBRAS nas áreas de capacitação, gestão empresarial e de segurança do trabalho.

Foi então criada a Fundação COGE, que já nasceu com grande importância para o Setor Energético Brasileiro, assumindo a responsabilidade de dar continuidade aos projetos e atividades nas áreas acima citadas e que incluíam, entre outros, a manutenção e atualização dos acervos técnicos desenvolvidos e acumulados pelo COGE e pelo GRIDIS em mais de 20 anos, de 1976 a 1997.