Somente em maio o aumento foi de 3%

CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA AUMENTA 6% NOS ÚLTIMOS MESES

De maio de 2018 a maio deste ano, o consumo de energia elétrica na modalidade residencial apresentou acréscimo de 6%. Somente em maio o aumento foi de 3%. Os dados referentes ao consumo são do Ministério de Minas e Energia (MME).

Segundo o MME, outras duas classes também apresentaram aumento no consumo ao longo dos últimos doze meses: comercial (4%) e industrial (0,9%).

A classe rural apresentou aumento no gasto de 3,5% em maio deste ano. Porém, no acumulado do último ano, houve queda de 0,5%. As demais classes, poder público, iluminação pública, serviço público e consumo próprio das distribuidoras, apresentou aumento anual de 4,1% e somente em maio deste ano, 1,2%.

Em maio de 2019 o consumo de energia elétrica atingiu 49.836GWh, considerando autoprodução e perdas, valor da mesma ordem do verificado no mês anterior e cerca de 3,9% acima do verificado em maio de 2018.

As perdas e diferenças da energia elétrica produzida no Brasil, apontadas no relatório solicitado ao MME, são de 18,7%. A taxa, além de assustadora, é 3,1% maior que todo o consumo comercial do país. Apesar disso, no período de maio de 2018 até maio deste ano, as perdas caíram 0,8%. Segundo o MME, as perdas e diferenças são obtidas considerando o cálculo do montante de carga verificada abatida do consumo apurado mensalmente no país.

As perdas se dão de dois modos. O primeiro é chamado perda técnica ou perda comercial, ligado às perdas que ocorrem no sistema por características físicas dos equipamentos. Já o segundo tipo está diretamente ligado ao furto de energia elétrica, à falta de manutenção dos medidores e à falta de manutenção destes equipamentos. A carga de energia elétrica produzida está sendo consumida atualmente da seguinte forma: indústria (28,5%), residencial (23,9%), comercial (15,6%), rural (4,7%) e demais classes (8,6%).

Fontes renováveis representam 83,9% da capacidade de geração. No mês de junho de 2019, a capacidade total instalada de geração de energia elétrica do Brasil atingiu 166.633MW, considerando a geração distribuída. Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, houve um acréscimo de 6.252MW, sendo 3.728MW de geração de fonte hidráulica, 2.143MW de fonte eólica e 1.420MW de fonte solar.

As fontes renováveis (hidráulica, biomassa, eólica e solar) representaram 83,9% da capacidade instalada de geração de energia elétrica brasileira em junho de 2019. A energia gerada a partir da força hidráulica, movida a água nas usinas hidrelétricas, representou 64% do total e é a maior geradora da matriz energética brasileira. 1.438 usinas produzem a partir da força hidráulica. 25% são gerados a partir de usinas térmicas e dividem-se em cinco subcategorias: biomassa (9%), gás natural (8%), petróleo (5%), carvão (2%) e nuclear (1,2%). Atualmente, o país tem 3.189 unidades termelétricas. A energia produzida a partir da força eólica (ar) representou 9%, com 671 unidades geradoras, e a energia solar, 1,7%, com 89.122 unidades.