ENERGIA EÓLICA ALCANÇA SEGUNDO LUGAR NA MATRIZ ELÉTRICA DO BRASIL

O crescimento da energia eólica no Brasil é muito significativo, tanto que ultrapassou em capacidade instalada a hidrelétrica de Itaipu, alcançando a vice-liderança no ranking da matriz elétrica do país, atrás apenas da hidroeletricidade. Os mais de 7 mil aerogeradores espalhados pelo país em 601 parques eólicos somaram em abril 15 GW de capacidade instalada, superando os 14 GW da Itaipu, a segunda maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas de Três Gargantas, na China (18 GW).

A hidroeletricidade lidera o ranking com 63,9% do total (104,5 GW), seguido do vento com 15,1 GW (9,2%), biomassa com 14,8% (9 GW), gás natural com 13,4 GW (8,1%), petróleo com 9,9 GW (5,4%), carvão mineral com 3,3 GW (2%), solar com 2,1 GW (1,3%) e nuclear com 2 GW (1,2%).

O sucesso da energia eóllica no Brasil se dá pela combinação de ventos regulares com um modelo de contratação de projetos por leilão, quando o governo prioriza os preços mais baixos pela maior oferta de energia.

Outro fator determinante é a quantidade de ventos na região Nordeste, que concentra 86% de toda a energia eólica produzida no país. O percentual médio de produção efetiva obtido pela conversão do vento em energia é algo fora do comum. Enquanto no mundo o fato de capacidade está em 25%, no Brasil esse índice chegou no ano passado a 42%. No Nordeste, principalmente de junho a novembro, o fator de capacidade chega a ultrapassar os 80%. Isso explica a predominância dos parques eólicos na região.

De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o vento respondeu no ano passado por 8,6% de toda a geração de energia do país. Um crescimento de 14,6% em relação ao ano anterior. Em termos de equivalência, essa energia seria suficiente para abastecer 25,5 milhões de residências ou 80 milhões de pessoas.